. Janela Com Vista .

O TEXTO É GRANDE, É CHATO, MAS FUI EU QUE ESCREVI!!

Luiza Trajano no Manhattan Connection

A maioria dos comentários sobre a entrevista concedida por Luiza Trajano, do Maganize Luiza, ao Manhattan Connection foi positiva. Em geral, um esculacho de mão cheia no tal Diogo Mainardi. Mas li também alguns poucos que citaram itens como fala pouco articulada, dados mentirosos e que negou a existência de uma possível bolha imobiliária.

Não conheço o Diogo e confesso que a atitude desrespeitosa dele – ao rir ironicamente enquanto Luiza afirmava pleno conhecimento sobre os dados do IDV – me deixou, digamos, bem desconfortável. Sobre a Luiza, novamente apenas elogios. Digo novamente por que já tive o prazer de participar de uma palestra dela.

Eu não vi ela negando a bolha, apenas vi uma opção otimista baseada no fato de que milhões de pessoas ainda necessitam de habitação. Sobre os indicadores de inadimplência, o IDV pode falar o que quiser, o Diogo pode falar o que quiser, mas basta ela abrir o caixa dela e fazer a conta. Não tem informação mais precisa do que acreditar no seu próprio dinheiro e, ainda melhor, desconstruir o pessimismo do cara e a afirmativa de que para sobreviver terá que ceder às grandes redes internacionais.

Sobre sua fala articulada, retorno a palestra de alguns anos atrás. Ela estava no palco, de frente para cerca de 500 pessoas de uma das mais agressivas empresas em gestão de custos que eu tenho notícia. Parecia destino, dois dos colegas mais competitivos e igualmente agressivos foram chamados ao palco para um breve exercício. Uma espécie de queda de braço onde ela pagaria R$ 1,00 para cada vez que um conseguisse puxar o braço do outro para o seu lado no período de um minuto. Durante esse tempo os dois colegas fizeram uma força hercúlea e nenhum conseguiu puxar o braço do outro, claro. Nenhum dinheiro foi ganho.

Luiza, simpática e com todos os seus reais no bolso, pediu para os dois continuarem segurando as mãos, porém com os braços soltos. Puxou para o lado de um, e disse: pronto, você ganhou um real. Depois puxou para o lado do outro e disse: pronto, agora você ganhou o seu real. Repetiu o vai e vem por mais algumas vezes e comentou que com uma parceria bem construída moldada no ganha-ganha e alguma velocidade, é possível que tivessem arrancado dela umas duas centenas de reais. O resto é história…

Segundo os dados do Serasa Experian, a inadimplência anual do consumidor caiu pela primeira em 14 anos. “Mal ae, Diogo”.

O dia em que eu quis ser o Paul Walker

Como amante da velocidade e um pouco “irresponsável” com peripécias automobilísticas na juventude – sem apologias, hoje vejo que estava errado – naturalmente segui desde o início todos os capítulos da saga Fast and Furious.

Se por um lado eu não me identifico nem um pouco com o Toretto e seu jeito “fortão-sei-de-tudo-sou-foda-em-tudo”, por outro, o estilo mais “bad guy bonzinho” de Brian O’Conner fez a cabeça. No auge do meus vinte e baixos, eu quis ser um pouco daquilo. Aquele cara mais franzino, jeans surrado, camiseta e All Star, sem ser “muito cheio de si”, era um pouco do que eu queria ser.

Eu conheço o personagem dos filmes, mas não muito do ator que o interpretava. Paul Walker era aparentemente um cara tranquilo, boa praça como nos filmes, chegando a criar a confusão ficção/realidade pelo seu gosto por carros.

Embora um ator não tão renomado e canastra de Hollywood, fez com maestria seus filmes e criou uma legião de fãs assim como eu. Eu ficaria triste se perdêssemos gente como Robert De Niro ou Jack Nicholson, mas seria isso apenas (e não me compreendam errado). Já o Paul/Brian não, esse eu vou sentir falta mesmo.


Up: Fast and Furious não me fez mais “irresponsável”. Eu atribuo isso aos “Getaway in Stockholm”, que rodavam pela net naquela época, certo Boutros!

Heart indicado no Hall da Fama do Rock 2013

Eu não sou daqueles que se acham a última bala Chita do pacote quando se trata de gosto musical refinado.

Eu escuto de um tudo e particularmente não acho legal quando leio comentários do tipo “a música morreu depois dos anos tal”, “já não se faz mais rock como antigamente” ou pior, “que ridículo é música sertaneja”.

Mas é fato notório e conhecido, eu gosto de música velha (ou de velho, como preferir). America é um negócio extra-galático e vira-e-mexe tem um na praça regravando Bread ou The Doobie Brothers.

A música normalmente se renova, melhora com a idade. Deixa de ser velha e passa a ser atemporal. E aqui um desses casos de música atemporal. These Dreams do Heart.


E pra quem não conhece e acha que é só mais uma música Antena 1 das que eu escuto, vai aí um fato interessante, título desse post: essa dupla, relativamente comportada no video, com essa bela senhora de voz suave, beirando os 50 (no vídeo) tocando gentilmente seu violão não está indicada esse ano para o Hall da Fama do Rock ‘n Roll por essa baladinha (apenas). O nome das irmãs Wilson está gravado mais ou menos assim lá.


Olha a hora (em 0:53) que ela troca as paletas. Sensacional.


Up: Diz aí, num é Rock finíssimo? Valorizei demais essa indicação. A lista ainda tem: Rush, Public Enemy, Randy Newman, Donna Summer e Albert King.
Up2: Eu tenho o pé fincado na roça e gosto de sertanejo, a propósito.

A insubstituível Enya

Falando sobre música (pra variar, no caso), tenho algumas preferências já sabidas. Comentei aqui num post sobre Dave Matthews Band, Counting Crows e alguns vocais femininos como a Sissel.

Nesse mesmo post também citei que a Enya é minha favorita. E assim como ela nunca fez um show, também nunca escrevi sobre ela (e assim manterei, por hora). O máximo que ela fez foram algumas apresentações mínimas em eventos especialíssimos (você praticamente causa um colapso no Google se tentar juntar “Enya” e “Ao Vivo”).

Assim, o máximo que farei será apenas indicar um dos motivos (há vários) que forma essa minha opinião.

E o motivo é: Enya é única, insubstituível. Não conheço outro artista que seja tão individual – ímpar – como ela.

A música dela cai num segmento chamado de New Age. Ou só ela é New Age e os outros não, ou ela é outra coisa (que eu tendo a chamar de apenas Enya).

Minha tia Maris(tela – ou apenas Maria para os sobrinhos selecionados) me trouxe um disco da Loreena uma vez. The Mummers’ Dance é linda, mas não é Enya. Ela é mais voltada para os sons do oriente médio, outra melodia.

Depois pintou Era, Enigma e outros diversos, mas sempre com uma vocação de canto gregoriano. E assim em diante, nada parece. O Last.fm indica esses como artistas parecidos, mas só pra constar, por que também não são Enya.

Conclusão: tem gente que afirma que ninguém é insubstituível (o que no âmbito pessoal é mentira, pois as pessoas que a gente se relaciona como família e amigos de fato são). Mas aí vem a Enya e quebra essa regra. E até que alguém prove o contrario (muito difícil conseguir, inclusive em virtude da minha já conhecida “imparcialidade”), ela continua insubstituível. E é definitivo.


10 motivos (dicas) para viver bem…

Não há dono da verdade quando o assunto é “dicas para se viver bem”. Nem vou me atrever a dizer que as minhas são boas até por que, honestamente, o cara do protetor solar já lançou o “vídeo definitivo” no que diz respeito a boas dicas.

1.) Ande de bicicleta. Não polui, exercita e te leva com muito mais estilo aos lugares que você quer ir. Mas não onde seja perigoso, ok?

2.) Faça atividades ao ar livre. Um passeio no parque, pratique esportes ou simplesmente caminhe. Só não se exponha muito ao sol. A dica do protetor solar é jóia, porém aquilo é caro pra caramba.

3.) Não leia aqueles comentários que as pessoas deixam após as notícias do site. Normalmente são apenas discussões inflamadas e extremistas dos dois lados da história.

4.) Não jogue papel na rua. É feio, deselegante e contribui negativamente para as já caóticas cidades.

5.) Ame muito. E pra que explicar isso, certo!

6.) Escute música e dance muito. A vida sempre tem que ter muito amor e música.

7.) Sorria, outro dia li que essa é a curva mais bonita do corpo. Concordei.

8.) Ligue pra sua avó uma vez a cada duas semanas, no mínimo. Ela é o máximo.

9.) Vá a casa da sua avó sempre. É bem capaz que lá tenha suspiros, que são deliciosos.

10.) Já falei pra andar de bicicleta? Pois ande, é bom mesmo!

Música Shuffle da Semana / SuperHeavy – Miracle Worker

Pense num grupo de cantores(a) bastante eclético… e bastante foda. Sua conclusão definitivamente não seria essa. O SuperHeavy (ou Suppa-évy na voz do Damian Marley) é um time de estrelas de primeiríssima linha.

O esquema é bruto-rastafari, literalmente. Formado pelo Damian Marley, filho do Bob, A.R. Rahman, cantor e compositor indiano dono de dois Oscar e dois prêmios Grammy (e daquela musiquinha Jai Ho do “Quem Quer Ser um Milionário), Dave Stewart, o guitarrista da icônica banda Eurythmics, a “Super Duper” top Joss Stone, melhor voz soul da atualidade e uma favorita pessoal e por fim o Mick Jagger, daquela banda… filho, se você não sabe quem é o Mick Jagger, pula do prédio por favor.

O negócio é sensacional. Espero ver muito mais coisas dessa turma aí nas paradas.


Up: Foda, foda, foda… e o carisma do Mick Jagger. O cara é sensacional!
Up2: Joss Stone canta bagaráio…

Música Shuffle da Semana / Dobet Gnahoré – Paléa

Meu grande chapa Marcos Teixeira (que tem esse belíssimo blog sobre a África) lançou hoje um post sobre uma de suas viagens, dessa vez em Zululand, na África do Sul. Uma história que vale a pena ser lida.

Embora tenha uma curiosidade natural, confesso que nunca inclui os destinos africanos em nenhum plano de viagem que tenha feito ou pensado para o futuro. Sempre fui mais ligado ao “velho continente” e de repente me pego descobrindo um mundo todo “novo” aos meus olhos.

Vendo o post lembrei que o mundo é grande demais para não querer ler e aprender sobre todo ele, por isso, leiamos. Mas também é pequeno demais para ficar sentado na cadeira e não querer conhecer cada canto, então, conheçamos. Direção é mesmo muito importante, Clarice, mas perder e se encontrar, explorar o novo, é fundamental.

Nesse minuto você deve estar se perguntando: “mas cadê a música shuffle?? Quem sabe escrever de África é o Marcos!!”

É verdade, tanto que sabe que no meio dos posts dele achei esse shuffle imperdível. Talvez não seja novo para vocês, mas é para mim com certeza.


Sabe o que é mais impressionante? Rodando pelo Youtube é comum você ver videos ótimos com vários “gostei” e alguns “não gostei”. Eu vi uma dúzia de videos da Dobet Gnahoré e confesso não me lembrar te ter visto um único “não gostei”, até por que marcar isso seria um desrespeito a essa cantora impressionante.

Up: não pare nesse, explore e veja mais. Vale cada minuto.

Aula de futebol para quem não entende nada do esporte…

A internet tem dessas coisas…

Nos idos dos anos 90, quando ela surgiu na nossa vida, só rolava aquele acesso discado e sofrido na Africanet (depois de meia noite pra cobrar um pulso no telefone). Lembro de uma vez, empurrando com paciência um velho US Robotics 14.400  internet adentro, meu velho amigo Lucas “Medog” lançou aquilo que no futuro seria o mote da rede: “é tipo o mercado central, o que você não achar lá, não foi inventado ainda…”

O Youtube ainda não havia sido inventado. Bem, agora ele já foi e permite que as pessoas criem as mais variadas formas de comunicação da vida moderna.

E é aí que entra meu outro amigo chapa Matheus Too, fã de futebol desde os tempos remotos, incluindo várias incursões no society do Tafa (na Barão). Ele pegou sua formação jornalistica e criou, junto com sua namorada, essa abordagem interessante para quem não domina o mundo da bola, mas também não quer ficar fora das rodas de papo futebolísticas que surgirão com os jogos olímpicos que vem por aí e a copa de 2014 no Brasil.

Esse é o primeiro capitulo, o segundo deve pintar por aí também. E a propaganda foi grátis!!!

Música Shuffle da Semana / Jason Mraz – I Won’t Give Up

Esses dias estava indo trabalhar (caminho interminável pelo esquema marginal/Castelo) e como sempre escutando a rádio “toquinho internacional” oficial, Antena 1.

Quem faz esse caminho diariamente sabe que é uma “Fúria Sobre Rodas“, ou ainda – na cidade mais infestada de motos do país – poderia ser outro filme, a “Fúria de Titãs(ans)“.

É nesse minuto que entra a música tranquila do rapaz Jason Mraz. Só assim pra ficar mais calmo e chegar bem ao destino. Também uma boa pedida para os românticos de plantão naquele fonduezinho no inverno que se aproxima.

Massa larga ao lado de Vettel e diz que carro melhorou “sem explicação”

É, por que o piloto melhorar sem explicação, no caso, é impossível.

http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2012/04/14/massa-larga-ao-lado-de-vettel-e-diz-que-carro-melhorou-sem-explicacao.htm

Mas o mais bacana dessa notícia não é isso. É o fato de ele se contentar com o décimo segundo lugar na qualificação.

E como eu disse lá no início do ano, olha quem está na primeira fila. Só vale ver a F1 pelo Schumi (com o dobro da idade e da competência), pelo Alonso (líder com o mesmo carro do Felipe) e o campeão Vettel.

Por hora, vou continuar com minha audiência na Band. Rubens, Helio e Tony fazem mais pelo Brasil por lá.

Up /  E no fim estamos assim: O Bruno Senna tem 14 pontos, o Alonso com o mesmo carro, 37. Vergne (!?!) e Ricciardo (!!!???!!) tem 4 e 2 pontos respectivamente (correm de Ferrari-B, na STR). E o Massa… (cri cri cri)